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− Oi.
− Oi. Entra.
− Tá bem?
− Hmrum. Achei que eu que ia pra sua casa.
− Consegui carona, minha mãe foi no Flambas.
− Tô terminando um brigadeiro, vem.
Ela abre o portão e vai em direção à sala. Ele fica olhando pra ela ir, fecha o portão. Esboça um leve sorriso. Passa pela sala.
− Oi Luís, achei que ia levar a Júlia na sua casa. Uma jovem senhora que lembra muito a filha está arrumando alguns livros.
− Consegui carona
− Ah tá, Fica a Vontade.
− Pode deixar tia, tô de boa.
Na cozinha, ela acabando de enrolar os últimos brigadeiros na forma.
− Chegou a ligar pro pessoal?
− Nem deu. Ele diz, pegando um brigadeiro da forma.
− Tava pensando em chamar todo mundo pra ir ao cinema?
− Ver o que?
− A gente descobre lá.
− Vou ligar pra eles enquanto você termina isso.
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Thiago deixa a água do chuveiro cair em seu rosto por mais tempo. Gelada, pra acordar. Fica imaginando estar numa cachoeira, e lavando a alma. Bem que eu ando precisando. Fecha o chuveiro. Cadê o diabo do chinelo? Acha. Entra no quarto. Putz já são 5. Credo. Preciso MESMO de um emprego. Isso é meu celular? Aonde ele tá?
- Alô? Eu. Não sei. Aham. Pega algumas roupas prendendo o telefone com o ombro e a cabeça - Olha, ia acabar de fazer uns negócios pro Irerê e depois num sei. Anima jogar? Que filme? - pega uns papéis em cima da mesa,, relógio, boina, carteira, confere - Tô meio sem grana mas acho que dá. Ok as 19? hmrum. Pode deixar eu ligo.
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− Léticia. Acorda. Chegamos.
− Hmmmm? Já?
− Já??? Já?? Tu tá doida? Quase 7 horas de viagem nesse diabo de ônibus ruim e você diz já?
− Ah eu dormi feito uma pedra.
− É eu vi tava até roncando, pegou tudo? Quase, segura aqui.
− Eu não. Se vira quem mandou vc trazer esse bicho?
− Num ia deixar ele sozinho. A mãe num ia parar em casa.
− Putz.
− Que foi?
− Olha essa cidade. Em que ano a gente tá?
Letícia termina de descer do ônibus e olha em volta. Poucas coisas seriam mais velhas que isso. Cada casa parece ser mais velha que a outra. Portas pesadas de madeira. Janelas roídas e com algumas plantas velhas no beiral. Os jardins das casa, quando elas tem, são um aglomerado de plantas ressequidas e embaraçadas que não dá pra definir qual é qual. Paredes com cores desbotas, tinta descascando, revelando algo mais velho que um tijolo. Telhados sujos, um misto de folhas e ninhos, se ajustam entre as telhas faltando.
− Hmm 1850?
− Acho que antes...
− Aonde fica a casa da Tia-bisa?
− Hein?
− Ela num é irmã do bisavô?
− É.
− Então, tia-bisavó.
− Ash. Tem um endereço aqui.
O ônibus, que parece ser uma relíquia da primeira frota do estado, está manobrando pra estacionar em outro lugar. Leandro vai até um dos motoristas, que indica outra pessoa. Coça a cabeça. Escuta o nome aponta a rua, explica, num tem erro. Num tem muita rua. Leandro ajeita a mochila, faz sinal pra Letícia. Perto não era, isso fica claro após algum tempo de caminhada, a árvore grande e velha que servia de referência parece que não chega nunca, apesar de verem ela desde o começo.
Eles chegam na sombra da árvore antes de chegar perto da casa. A árvore serve de muro de tão grande que é. Está escurecendo bem mais cedo. Abre a mochila, procura o molho de chaves, Pra que tanta chave pruma casa pequena assim? Letícia olha a casa. Parece mais assustadora agora que tem pouca luz. Mas parece que tem um segundo andar, que parece ser mais pra trás da fachada da casa.
Leandro consegue abrir a porta. Letícia entre. Ele tenta acender a luz. Nada. Depois de discutir e deixar o hamster servindo de escoro pra porta, saem atrás do relógio de energia., Ligam ele, procuram o registro geral da casa, acham atrás de alguns arbustos secos e teias de aranha.
Leandro testa, a luz acende, sorri, vitorioso.
− Cadê o Jack?
− Hein?
− O Jack fugiu!
− Como?
− Sei lá, mas tava aqui na gaiola e num tá mais.
Leandro olha pra gaiola que ainda tem a porta fechada.
− Ei, parece que ele tá lá em cima, cê viu? Passou correndo.
− Ash. Vai lá, vou olhar aqui embaixo.
Ao terminar de subir as escadas, ela pára, olha um corredor grande e com muitas portas. Mas a casa num era pequena? Uma das portas está aberta, um quadro estranho na parede lhe chama atenção. Uma foto velha do que parece ser a tia-bisa em pé em frente a uma das janelas da casa. Ela dá de ombros e passa pela porta aberta.








Vc podia colocar suas fotos aqui também! =]
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"Por que irei eu pelos outros sofrer, quando ninguem por mim irá suspirar?"
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"Por que irei eu pelos outros sofrer, quando ninguem por mim irá suspirar?"
Hope you enjoy your stay here <3
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